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Baratas

Biologia

As Baratas estão entre os insetos mais comuns encontrados no convívio humano. E por mais que se acreditem no contrário, elas não são vetores biológicos de doenças a outros animais ou ao ser humano. O máximo de culpa que elas possuem são pela disseminação mecânica de certas bactérias patogênicas, por andarem pelos esgotos e/ou outros lugares mais sujos. Assim, ao caminhar pelos alimentos que serão consumidos pelo homem, podem contaminá-los, provocando de forma indireta problemas de saúde aos humanos.  Seus excrementos e as cascas resultantes das mudas podem ser alergênicas e provocar crises alérgicas em pessoas mais sensíveis.

 

Elas possuem hábitos noturnos, gostam de ambientes úmidos e muitas espécies preferem um calor ambiental relativamente alto. São onívoras, ou seja, comem de tudo, e a variedade é bem grande, como por exemplo: desde migalhas de queijo, até cervejas, cremes, colas, produtos de panificação, cabelos, cadáveres e matérias vegetais. Mas seus principais atrativos são alimentos doces, gordurosos e de origem animal.

Embora as baratas sejam andarilhas, seu melhor meio de locomoção é a “carona”. Possuem grande habilidade para se esconderem em engradados, caixas e sacos, sendo carregadas de um lado a outro, favorecendo sua disseminação. Não são insetos sociais, porém podem formar grupos e viver em conjunto. Abrigando-se em caixas de esgoto, caixas d’água, quadro de energia, galerias subterrâneas, áreas de serviço, sanitários, sótãos, forros, porões, jardins, entre outros.

Seu desenvolvimento é por meio da metamorfose gradual: ovo, ninfa e adultos. A fêmea produz um estojo protetor dos ovos, como uma bolsa, denominada ooteca, e a quantidade varia de acordo com a espécie. As ninfas (filhotes recém nascidos) são bem semelhantes ao adulto, porém não possuem asas. Após a última ecdise é que elas ganham asas e são consideradas adultas.

Espécies mais comuns

Barata de esgoto

(Periplaneta americana)

Classe: Insecta; Ordem: Blattodea; Família: Blattidae

É a maior barata entre as espécies domésticas, e recebe vários nomes populares, dos mais comuns está Barata Voadora e Barata de Esgoto. Podem chegar de 4 a 5 cm de comprimento e de coloração marrom avermelhado. As asas dos machos podem ultrapassar o comprimento do abdômen e nas fêmeas elas possuem o mesmo comprimento do corpo. Apesar de terem asas bem desenvolvidas, a barata americana voa muito mal, elas as utilizam muito mais para função de planar do que especificamente voar.
As fêmeas depositam sua ooteca apenas um dia após sua formação e procura colocá-la próximo à uma fonte de alimento e em pontos protegidos. Às vezes elas prendem em alguma superfície, usando um muco da própria boca. A mesma fêmea produz de 10 a 15 ootecas. E cada uma dessas cápsulas contém de 14 a 28 ovos, que eclodem em aproximadamente 55 dias. As baratas adultas têm uma longevidade média de 1 ano. Mas seu ciclo biológico, do ovo à morte do adulto pode chegar até 3 anos. Elas podem sobreviver até 3 meses sem alimento, mas apenas 1 sem água

Barata de cozinha

(Blatella germanica)

Classe: Insecta; Ordem: Blattodea; Família: Blattelidae

Conhecida também como barata alemãzinha, francesinha ou ainda paulistinha. A barata de cozinha pode ser diferenciada das demais espécies de baratas pelo seu tamanho pequeno, chegando à no máximo 3 cm, possuem também duas faixas mais escuras no seu escudo protetor da cabeça. São campeãs em proliferação, sendo assim um grande dor de cabeça para os proprietários de restaurantes e afins. Essa espécie costuma se esconder em grupos grandes e em lugares próximo a fonte de alimento e à umidade, por isso as cozinhas são o lugar preferido. Portanto, depósitos de alimentos e embalagens, fornos, estufas, geladeiras, freezers, coifas, dutos de eletricidade, pias e bancadas, máquinas de café e refrigerantes, armários embutidos, sanitários e vestiários, são exemplos de esconderijos perfeitos. Têm preferência por alimentos fermentados e resíduos de bebidas, principalmente cerveja e leite.

Diferentemente das americanas, as fêmeas das alemãzinhas carregam suas ootecas até quase o momento da eclosão dos ovos e produzem de 4 a 8 ootecas durante a vida. Dentro de cada uma delas, de 30 a 48 ovos, que levam aproximadamente 28 dias para eclodir. A sua longevidade é de 1 ano, mas é muito difícil sobreviverem tanto, a média de vida é de 4 meses para machos e 6 para as fêmeas. Podem sobreviver até 1 mês sem alimento, desde que haja água. Sem água, morrem em até 2 semanas.

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